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Unicamp e o Enem

 

A Universidade de Campinas (Unicamp) decidiu não usar o Exame Nacional do Ensino Médio 2010 (Enem) para o seu vestibular 2011. A razão seria a data do exame, marcada, provisoriamente pelo MEC, para 6 e 7 de novembro.

A medida é para não atrasar o cronograma do processo seletivo da universidade. A instituição informou que o Enem só será usado caso a prova aconteça numa data que não atrapalhe a divulgação do resultado das notas da primeira fase do vestibular. Se o Enem for antecipado a nota do exame será usada como bônus na primeira fase do concurso, como foi feito no vestibular 2010.

Vestibular Unicamp 2011

A partir do próximo ano, quem pretende ingressar em cursos de Graduação da Unicamp vai perceber mudanças no formato do vestibular. A Comissão Permanente para os Vestibulares da Unicamp (Comvest) anunciou hoje as alterações, aprovadas por sua Câmara Deliberativa de 03/12, a serem implantadas a partir da próxima edição do Vestibular Nacional Unicamp. As mudanças mantêm os princípios que vêm norteando o processo seletivo da Unicamp desde o seu início e atualiza os pontos relativos aos programas das disciplinas e das áreas do conhecimento contemplados na estrutura atual do ensino médio. Além disso, aprimora o vestibular enquanto instrumento de seleção. Após um período de 24 anos, desde que propôs um novo modelo de provas e passou a elaborar o vestibular de maneira independente, a Unicamp volta a inovar.

Primeira Fase

A avaliação da escrita na Prova de Redação será ampliada: o candidato será solicitado a produzir três textos de gêneros diversos, todos de execução obrigatória. Hoje, seleciona uma de três propostas e prepara apenas um texto. Essa prova volta a ser corrigida para todos os candidatos, independentemente dos pontos alcançados na Prova de Questões, e seu peso continua valendo 50% da nota da primeira fase do vestibular da Unicamp. O novo formato reforça a integração entre leitura e escrita, além de ampliar as possibilidades de avaliação, aumentando assim a confiabilidade da seleção. Além disso, como os gêneros dos textos a serem elaborados podem variar dentro de um grupo pré-determinado, evita-se o treinamento em apenas uma proposta de texto.

Além da mudança na Prova de Redação, a Prova de Questões também muda: o número de questões a serem respondidas pelos candidatos passa de 12 questões dissertativas para 48 questões de múltipla escolha. As questões de múltipla escolha da primeira fase serão elaboradas com base nos conteúdos das diversas áreas do conhecimento desenvolvidas no ensino médio, segundo a seguinte distribuição: 12 questões de Matemática; 18 questões na área de Ciências Humanas, Artes e Humanidades, sendo pelo menos 6 questões de Geografia e 6 questões de História, introduzindo-se questões de Filosofia, Sociologia e Artes à medida que estas disciplinas forem incorporadas de forma plena aos currículos do ensino médio; e 18 questões na área de Ciências da Natureza, distribuídas uniformemente entre Ciências Biológicas, Física e Química. O tempo de duração da prova da primeira fase passará de 4 para 5 horas.

Com uma prova mais abrangente, amplia-se o escopo dos conteúdos avaliados, permitindo inclusive que questões nas diversas áreas apresentem variados graus de dificuldade. O maior número de questões (48 contra 12) e de textos elaborados para a Prova de Redação aumenta a precisão dos resultados da primeira fase.

O Enem continua a participar com 20% da nota da primeira fase, porém passa a ser de uso obrigatório a todos os candidatos do Vestibular Unicamp.

Segunda Fase

As provas da segunda fase serão agrupadas de maneira a estimular a avaliação integrada do conhecimento e a interdisciplinaridade na formulação das questões. Serão aplicadas 3 provas de 24 questões dissertativas, realizadas durante três dias consecutivos, com quatro horas a cada dia, sendo (sem seguir a ordem de dias, necessariamente): I – 12 questões de Língua Portuguesa e de Literaturas da Língua Portuguesa e 12 questões de Matemática; II – 18 questões na área de Ciências Humanas, Artes e Humanidades (pelo menos 8 questões de Geografia e 8 questões de História, introduzindo-se questões de Filosofia, Sociologia e Artes à medida que estas disciplinas forem incorporadas aos currículos do ensino médio) e 6 questões de Língua Inglesa; III – 24 questões na área de Ciências da Natureza, distribuídas uniformemente entre Ciências Biológicas, Física e Química.

Provas de Aptidão

Mantêm-se inalterados os formatos das Provas de Aptidão, que passam a ser denominadas Provas de Habilidades Específicas, tradicionalmente realizadas após a segunda fase.

Prioritárias

O sistema de provas prioritárias continua existindo, com as seguintes alterações: as coordenações dos cursos determinarão até duas das provas (como hoje), incluindo a Prova de Habilidades Específicas, como prioritárias. No caso das Provas de Língua Portuguesa e Literaturas da Língua Portuguesa, os pesos para compor a nota final podem ser 1,2 ou 3. No caso das demais provas, pesos 2, 3 ou 4.

Opções, nota final e classificação

Permanecem inalterados os critérios de aprovação para a segunda fase, o sistema de opções (até duas) e como se calculam as notas utilizadas na classificação para cada opção, alterando-se de forma apropriada os pesos das provas consideradas prioritárias (como citado acima). Não há alterações no sistema de classificação e convocação dos candidatos.

 

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