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São Paulo fica atrás

O Estado mais rico do país ficou atrás de outras seis unidades da federação em um ranking internacional de educação divulgado nesta terça-feira (7).

Os estudantes de São Paulo têm mais dificuldades em matemática e ciências do que os alunos do Distrito Federal, de Santa Catarina, do Rio Grande do Sul, de Minas Gerais, do Paraná e do Espírito Santo, nesta ordem na média geral.

Os paulistas têm, no entanto, mais facilidade para ler. O nível de leitura dos estudantes no Estado ficou em 424 pontos, maior que Paraná (423) e Espírito Santo (423).

Divulgado pelo MEC (Ministério da Educação), o Pisa é uma análise feita por um grupo de pesquisadores da OCDE (Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico) para medir o grau de instrução nas principais áreas do ensino.

A pesquisa foi feita em 2009, com 65 países, sendo 34 da OCDE. A Organização é formada na maioria por nações desenvolvidas, como Alemanha, Bélgica, Canadá, Austrália, Estados Unidos, Japão e outros.

O levantamento foi realizado com jovens nascidos em 1993 (que tinham por volta de 16 anos, na época).

No total, 470 mil alunos passaram pela avaliação, sendo 20 mil deles brasileiros, numa tentativa de traçar um mapa da situação da educação básica, equivalente ao nível fundamental, em diferentes países.

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…A principal dificuldade dos estudantes de São Paulo é a matemática, segundo o Pisa. A média deles na matéria ficou em 390 pontos; no Distrito Federal, essa mesma nota foi de 424 pontos.

A diferença mais gritante fica na área de ciências: 411 pontos em SP contra 442 no DF.

O resultado é que a formação geral do estudante em matemática fica prejudicada no final do ensino fundamental e no ensino médio, o que se reflete na preparação dos estudantes na hora do vestibular. Jovens entre 17 e 18 anos que fizeram a última edição da Fuvest (vestibular da Universidade de São Paulo) disseram que a matéria, junto com física, foram as “vilãs” da prova.

Questionado sobre a situação do Estado de São Paulo no Pisa, o ministro da Educação, Fernando Haddad, afirma que todos os governos agora devem ter atenção sobre seus resultados, e que o Brasil está “aquém do seu potencial”.

– Cada Estado agora vai se debruçar sobre seus resultados e apresentar seu plano, as medidas que pretende tomar. Todo mundo vai ter que melhorar indistintamente. Nós estamos aquém do nosso potencial enquanto país. E isso vale para cada Estado. Todo Estado tem espaço para melhorar. O importante é o movimento, a dinâmica de buscar excelência.

Reprovados

Outra pesquisa divulgada no começo deste mês mostrou que mais de 85% dos estudantes do nono ano do fundamental em todo o país foram “reprovados” em álgebra, geometria e outras áreas da matemática, dentro das metas definidas pela ONG Todos Pela Educação.

O Estado de Alagoas teve a pior pontuação do país no Pisa: 354. A média brasileira foi 401, e, com exceção do Mato Grosso, todos os Estados com nota menor que a nacional pertencem às regiões Norte e Nordeste.

O que é o Pisa

Com a principal finalidade de produzir indicadores sobre a efetividade da educação dos países, o Pisa é um programa internacional que avalia estudantes de 15 anos, idade de conclusão da escolaridade básica na maioria dos países.

O programa avalia três áreas de conhecimento: leitura, matemática e ciências. Os estudantes mostraram que leem melhor, sabem fazer contas ou resolver problemas de química. Enquanto a média em português e leitura foi de 412 no Brasil, em matemática o país teve 386 pontos, 26 a menos.

O levantamento utiliza a TRI (Teoria de Resposta ao Item), uma tecnologia de questões que garante a comparação entre as provas. É a mesma fórmula usada na prova do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio).

Fonte: R7 Notícias

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