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Unesp - Capes

Investimento na Unesp corresponde a um acréscimo de R$ 6 milhões por ano

A Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior) concedeu 189 novas bolsas de mestrado e 152 de doutorado à Unesp. A alteração eleva o montante de bolsas Capes da Universidade a 2.441, um acréscimo de R$ 500 mil todos os meses, ou R$ 6 milhões ao ano.

“É fundamental dizer que a Capes é um órgão focado na avaliação dos programas de pós-graduação e faz seu financiamento por critérios de mérito”, afirma a pró-reitora de Pós-Graduação, Marilza Vieira Cunha Rudge. Segundo a professora, como a Universidade melhorou seu desempenho na última avaliação trienal da Capes, divulgada no ano passado e correspondente ao período de 2007 a 2009, esse incremento já era esperado.

As bolsas anunciadas esta semana foram liberadas no âmbito do Programa Bolsa para Todos, da Capes. Lançado em 2009, o projeto foi criado para estimular a pós-graduação em estados das regiões Norte e Centro-Oeste. Em 2010, passou a atender também o Sudeste, em áreas prioritárias. Hoje, a região já responde por 45% do total de bolsas do programa. A Unesp é a segunda instituição a captar mais recursos, logo depois da USP.

Não estão incluídas nessa remessa as bolsas para os cursos em nível de excelência da Universidade, ou seja, com conceito “6” ou “7” na avaliação trienal. A soma também não leva em conta programas de pós-graduação interinstitucionais. “Pelo tamanho de sua pós-graduação e por ter cursos em áreas prioritárias, como engenharias, ciências agrárias e da terra, a Unesp acabou se tornando umas das principais beneficiadas do programa”, afirma o diretor de Programas e Bolsas no País da Capes, o professor Emídio Cantídio.

Critérios

O Programa Bolsa para Todos não concedeu bolsas aos programas de pós-graduação da Unesp que pioraram na avaliação trienal da Capes. Os cursos que mantiveram a nota tiveram direito ao benefício de acordo com o resultado de análises complementares. Os que melhoraram receberam as bolsas seguindo critérios de prioridade por área.

A escala de prioridades tem três níveis. No primeiro deles, estão engenharias, farmácia e saúde coletiva, além de áreas multidisciplinares. Também estão nesse grupo as ciências agrárias, biológicas, exatas e da terra, com exceção de geociências, medicina veterinária e a pós-graduação em matemática com ênfase em probabilidade e estatística. Estas três áreas foram classificadas no segundo nível de prioridade, que também inclui ciências da saúde. As ciências humanas, sociais e aplicadas, letras, linguística e artes formam o terceiro grupo a receber os recursos.

A meta da coordenação é reduzir a quantidade de alunos de mestrado e doutorado sem bolsa em todo o país, sobretudo em áreas de prioridade “1”, para as quais a meta é de 95% de bolsistas. Atualmente, o órgão federal fornece 60 mil bolsas de mestrado, doutorado e pós-doutorado. “Vamos ampliar ainda mais esse número, para, no futuro, pensarmos em um valor unificado para todas as agências de fomento do país”, afirma Cantídio.

Para o diretor é importante salientar, ainda, que não adianta abrir vagas nos cursos para receber um número cada vez maior de bolsas. Já há tetos estabelecidos para cada área de prioridade, e outras limitações são impostas de acordo com o índice atingido nas avaliações trienais do órgão. “O que queremos é que os programas mantenham o foco na qualidade e busquem também os projetos temáticos da Capes como forma de financiamento.”

Fonte: Unesp

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