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Vestibular em

SAT sofre alterações e isso poderá afetar o Enem

Todos nós sabemos que o novo formato do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) como proposta de vestibular unificado das universidades federais – SiSU, é baseado no SAT (Scholastic Assessment Test) que nada mais é do que um teste de aptidão escolar aplicado nos Estados Unidos para ingresso no Ensino Superior (lá o SAT não é o único processo seletivo, apenas faz parte dele).

No mês passado foi divulgado que o SAT sofreria mudanças importantes. Vejamos as mais importantes:

  1. Serão abolidas as palavras excessivamente coloquiais (“obscuras”), pois não são usadas nos cursos universitários ou no mercado de trabalho.
  2. Ao escolher a alternativa correta em cada questão, os alunos terão de justificar suas respostas, escolhendo trechos de textos que confirmem a resposta contida na opção escolhida.
  3. Não haverá mais perda de pontos por resposta errada.
  4. A Redação passa a ser opcional.

Confira opiniões de especialistas sobre essas mudanças:

Maria Helena Guimarães de Castro, presidente do Inep (instituto de pesquisas do Ministério da Educação) no governo FHC, diz que as mudanças sugerem nova abordagem que valorizará os conteúdos do ensino médio, mas ela acha que faltam elementos para saber como essa mudança será feita.

Reynaldo Fernandes, também ex-presidente do Inep (governo Lula), diz que a alteração, a princípio, não prejudica ou beneficia especificamente alunos de fora dos EUA. Ele acha que apenas um ponto apresentado na divulgação pode ter impacto negativo para os estrangeiros (pois eles também são obrigados a fazer o SAT se decidirem ingressar em universidades nos EUA), dependendo da implementação: a maior utilização de documentos históricos da sociedade americana, como a Declaração de Independência.

Sendo efetuadas essas mudanças no SAT e sabendo que o Enem foi fortemente baseado neste exame, poderemos esperar que venham por aqui também algumas alterações, pois o que é cobrado no SAT tem fortes tendências de ser cobrado no Enem.

Fonte: Jornal Folha de S. Paulo, de 12/03/2014.

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