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Vestibular em

Como escolher Cursinho

Procon e psicopedagoga dão dicas de como escolher cursinho

Os cursinhos pré-vestibulares são classificados pelo Ministério da Educação (MEC) como "cursos livres" e não passam por controle pedagógico do órgão. Não há uma avaliação da qualidade dos cursinhos e, a rigor, eles podem ser oferecidos por pessoas não habilitadas para este tipo de atividade. É por estes motivos, e por serem um complemento tão solicitado por estudantes que se preparam para o vestibular em todo o país, que o coordenador técnico da Superintendência de Proteção e Defesa do Consumidor da Bahia (Procon-BA), Pedro Lepikson, recomenda tomar alguns cuidados antes de se realizar a matrícula.

O primeiro passo que pode ser dado, explica Lepikson, é realizar uma consulta ao Cadastro Nacional de Reclamações Fundamentadas, do Ministério da Justiça. Disponível na internet, o cadastro contém todas as reclamações, solucionadas ou não, feitas por consumidores no período entre setembro de 2008 e dezembro de 2009. Segundo Lepikson, a consulta permite ver se o cursinho foi alvo de algum tipo de reclamação e permite avaliar se vale a pena ou não fazer a matrícula.

Outra questão importante, aponta Lepikson, é verificar se o material didático usado em sala já está incluído no preço da mensalidade ou deverá ser comprado a parte. Além disso, o técnico recomenda que seja feita uma visita às instalações onde serão feitas as aulas e se pergunte qual é a qualificação dos professores que vão dar as aulas. "O consumidor tem direito a exigir documentos que comprovem essa qualificação", explica. "E também é importante a pessoa conversar com alunos que já tenham frequentado aquele cursinho para saber sua opinião. É nessa conversa que podem surgir alguns detalhes que talvez influenciem na escolha", explica Lepikson.

Emocional - Para a psicopedagoga Márcia Portinho, uma questão importante na escolha e que pode surgir da conversa com ex-alunos do cursinho é saber se os professores conseguem oferecer preparo emocional para os vestibulandos. "Cursinho bom não passa só conteúdo, mas também ajuda o aluno a estar bem psicologicamente para a hora da prova", afirma. "Em primeiro lugar, o cursinho não pode ser uma fator maior de estresse para o aluno. Se for, é bom ele nem fazer. E é por isso também que o professor tem que saber preparar o lado emocional do jovem", complementa.

Segundo Márcia, o professor precisa conseguir uma harmonia na turma para que seja possível alcançar o objetivo de passar no vestibular. "Isso é mais importante até do que a turma ser grande ou pequena", afirma. "Se o professor conseguir essa harmonia, não importa o número de alunos que estiverem em sala, o curso será bom para todos. Aliás, se houver muita gente, pode até ser positivo, pois haverá mais pessoas com as quais buscar ajuda", explica.


Por: Guilherme Lopes (A Tarde On Line)

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