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Dia 27 de setembro é o Dia Nacional de Transplantes de Órgãos. Mudanças em hospitais podem explicar o número crescente de transplantes

Foto: Faculdade de Medicina da UFMG

A fila de espera por transplantes de órgãos está andando mais rápido. Segundo dados da Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO), no primeiro semestre de 2010, as doações de rim, fígado e pulmão atingiram taxas recorde. A taxa de 10 doadores por milhão de população (pmp), meta prevista para o ano inteiro, foi praticamente alcançada em seis meses, chegando a 9,9 doadores pmp.

De acordo com o professor Agnaldo Lima, do Departamento de Cirurgia da Faculdade de Medicina da UFMG e coordenador da equipe de transplantes de fígado do Hospital das Clínicas da UFMG, mudanças práticas adotadas pelos hospitais paulistas podem explicar os números que configuram o estado brasileiro como o maior realizador de transplantes pmp, mais que o dobro da taxa média do país.

“São Paulo profissionalizou as atividades das comissões intra-hospitalares de transplantes responsáveis por identificar doadores, cuidar dos pacientes e abordar as famílias, tornando o processo mais eficaz”, reflete.

Em Minas Gerais

O professor ressalta que a melhora na taxa de captação também ocorreu em Minas, mas em índices mais modestos. “Em Minas, os transplantes de córnea cresceram muito, o que indica uma maior identificação de doadores. Os números indicam progresso, mas o transplante de órgãos sólidos, como coração, fígado ou pâncreas, cresceu em taxas menos significativas, aquém do desejável”, analisa.

Ele explica que, enquanto a retirada das córneas pode acontecer até seis horas depois que o coração do doador parou de bater, os órgãos sólidos precisam receber sangue até o momento da retirada, o que afeta diretamente o número de transplantes, uma vez que é difícil manter o doador estável enquanto são realizados os exames obrigatórios.

“Com exceção dos rins e do fígado, que podem ser doados também com o paciente vivo, os transplantes de órgãos sólidos só acontecem quando o paciente tem morte encefálica, caracterizada pela falta de atividade cerebral enquanto o coração continua batendo, e isto acontece com uma minoria”, esclarece o professor.

Perspectivas

Agnaldo Lima pondera que, para aumentar as taxas de transplantes de órgãos sólidos, seria necessário um maior investimento na infraestrutura dos hospitais públicos que atendem urgências e uma mudança na percepção das instituições e dos médicos quanto ao papel dos doadores.

“Ainda temos uma estrutura limitada para a realização dos transplantes, sendo necessária a ampliação do número de hospitais que realizam procedimentos mais complexos. Além disto, os hospitais, principalmente particulares, tendem a encarar o doador em potencial como, somente, um paciente falecido. É preciso deixar esta visão de lado e percebê-lo como um personagem importante, que pode ajudar a salvar várias vidas”, avalia.


(Assessoria de Comunicação Social Faculdade de Medicina da UFMG - Foto: Portal Ministério da Saúde)

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